Nau Mai, Haere Mai

Muitas vezes tenho clientes que vêm me ver com cartas que receberam da Immigration
New Zealand pedindo que eles provem que são um candidato de boa-fé (bona fide
applicant) ou, pior, recusando seu pedido de visto porque a Imigração da Nova Zelândia
acha que eles não são um candidato de boa-fé.

Não ser capaz de passar no teste de boa-fé é provavelmente a razão mais comum para que
pedidos de vistos sejam negados.

Então, o que é um candidato de boa-fé e por que isso é tão importante?

O teste de boa-fé aplica-se aos requerentes de vistos temporários; isto é visitor, student ou
work visa. Uma vez que estes são vistos temporários (em oposição aos vistos de residentes),
a Immigration New Zealand precisa estar convencida de que o candidato pretende
genuinamente uma permanência temporária na Nova Zelândia para fins legais.

O oficial de imigração que considera um pedido de visto temporário deve considerar que o candidato
não é suscetível a permanecer na Nova Zelândia ilegalmente ou violar as condições de
qualquer visto que lhe seja concedido. Eles também devem ser de um país para o qual
possam sair ou ser deportados para (ou seja, não é um país como a Síria por exemplo).

O problema com o teste de boa-fé é que ele é subjetivo. Os oficiais de imigração muitas
vezes têm sua própria interpretação sobre se um candidato provavelmente permanecerá na
Nova Zelândia ilegalmente ou se irá violar as condições de seu visto. A aplicação do teste de
boa-fé pode ser altamente variável entre os escritórios da Immigration New Zealand e até
mesmo, dentro do mesmo escritório, entre oficiais individuais.

As consequências em falhar no teste de boa-fé

Se você falhar o teste de boa-fé, o seu pedido de visto deve ser recusado. O problema com
isso é que haverá uma nota no seu arquivo dizendo que você foi avaliado como não sendo
de boa-fé – o que oficiais de imigração irão ver quando avaliarem quaisquer aplicações
subseqüentes que você possa fazer.
Se você teve um pedido recusado devido a boa-fé, eu recomendaria que você obtivesse
ajuda especializada de um conselheiro de imigração licenciado pela New Zealand
Immigration Advisers Licencing Authority ou um advogado com experiência nas leis de
imigração da Nova Zelândia antes de fazer seu próximo pedido de visto.

Evidência, evidência, evidência

Ter boas evidências de sua boa-fé é fundamental para passar nesse teste. Alguns exemplos
de provas que você poderia produzir para provar sua boa-fé incluem:

  •  Cumprimento prévio com os regulamentos e normas dos vistos da Nova Zelândia
    que você já teve. Por exemplo, se o seu último visto foi um visto de estudante, um certificado de conclusão de sua escola que mostre um alto percentual de comparecimento é uma boa evidência de boa-fé;
  •  Cópias de vistos que mostram viagens para outros países. Isso evidencia o
    cumprimento das leis e regulamentos de imigração de outros países;
  •  Oferta de emprego no seu país de origem. Esta é a prova de que você tem um
    incentivo para sair da Nova Zelândia e voltar para casa antes ou na data de
    vencimento do seu visto;
  •  Evidência de bens que você possui em seu país de origem, como propriedades,
    empresas ou carros. Mais uma vez, isso é uma prova de que você tem um incentivo
    para sair da Nova Zelândia;
  •  Família e amigos no seu país de origem. Cartas de familiares e amigos indicam que você tem uma forte conexão social com seu país de origem.

Mantenha cópias de tudo que você enviar para Imigração da Nova Zelândia
Também é importante que qualquer evidência que você apresente seja consistente com os
aplicações anteriores que você submeteu para a Immigration New Zealand. Eu sempre fico
surpreso com a quantidade de pessoas que encontro que não mantêm cópias das
aplicações que enviaram para a Immigration New Zealand no passado. Isso torna muito
difícil lembrar o que foi dito em uma aplicação passada e só basta uma pequena
inconsistência para um oficial de imigração decidir que você não é de boa -fé.
Então, mantenha cópias de todas aquelas aplicações antigas!

Em caso de dúvida

Não vale a pena apostar na possibilidade de que a Immigration New Zealand deixe passar
algo no seu passado e decida que você é de boa-fé. Além disso, apenas porque sua última
aplicação foi bem sucedida, não significa que a sua próxima será. Bona fides é considerada
novamente para cada aplicação. O oficial de imigração que avalia sua próxima aplicação
pode não ter uma interpretação tão leniente quanto à boa-fé como o oficial que avaliou seu
último pedido.

Se você tiver dúvidas, não arrisque. Obtenha conselho de um conselheiro de imigração
licenciado pela New Zealand Immigration Advisers Authority ou um advogado que pratica
na Nova Zelândia. A longo prazo, o custo de obter conselho será muito inferior ao custo de
ter um visto negado se você falhar o teste de boa-fé.

Hei Konā rā